Featured Posts

Loading...

O primeiro motivo que leva alguém a um consultório de ortodontia costuma ser estético. O incômodo com a aparência do sorriso, a comparação com fotos antigas, o comentário de alguém próximo. Mas, segundo especialistas da área, o que está por trás de uma mordida desalinhada tem impacto que vai muito além da imagem que a pessoa vê no espelho. 

A pesquisa SB Brasil, do Ministério da Saúde, com dados finalizados em 2024, mostrou que 24,81% dos brasileiros entre 35 e 44 anos já sentiram vergonha de sorrir ou falar por causa da aparência dos dentes, e 14,82% chegaram a deixar de participar de festas ou passeios pelo mesmo motivo. 

O levantamento reforça que problemas de oclusão têm impacto direto na vida social e emocional da população adulta, indo além de uma simples preocupação estética. O problema também tem raiz antiga e desigual. Uma revisão científica publicada em julho de 2026 na Revista Sociedade Científica, que analisou 23 estudos conduzidos entre 2008 e 2025 com base nos levantamentos nacionais SB Brasil de 2003, 2010 e 2023, identificou alta prevalência de má oclusão entre crianças e adolescentes brasileiros, com proporção significativa de casos graves e muito graves nas idades de 5, 12 e entre 15 e 19 anos.

 O estudo associa o problema a fatores socioeconômicos desfavoráveis e ao acesso limitado a serviços odontológicos, e aponta que, embora as regiões centrais do país tenham registrado melhora ao longo das décadas, a gravidade dos casos estagnou ou piorou em territórios específicos do Sul e do Nordeste.

 Para o ortodontista Dr. Breno Azevedo, o motivo estético costuma ser apenas a porta de entrada, e o que se descobre ao longo do tratamento normalmente surpreende o paciente. "A grande maioria procura por questão estética, mas o principal é a função. Dentes bem alinhados e uma mordida encaixada mudam tudo: alimentos bem triturados melhoram a digestão, a mordida correta muda a postura da língua, a respiração, a postura corporal, a força física, a autoestima.

 Quando se corrige e se devolve a mastigação, a estética vem junto", explica. Segundo ele, a má oclusão, o desencontro entre os dentes superiores e inferiores, interfere diretamente na trituração dos alimentos, primeira etapa do processo digestivo. Uma mastigação inadequada sobrecarrega o sistema digestivo, que precisa compensar o trabalho que deveria ter sido feito pelos dentes. Esse esforço extra, mantido ao longo de anos, pode se traduzir em desconfortos digestivos recorrentes que, na maioria das vezes, nem são associados à origem odontológica pelo próprio paciente. 

O impacto também aparece na postura. Segundo o especialista, a posição da língua está diretamente relacionada ao encaixe da mordida, e uma língua mal posicionada pode influenciar desde a respiração até a postura da coluna cervical. Pequenas compensações musculares, feitas de forma automática pelo corpo para lidar com uma mordida desalinhada, podem se acumular ao longo do tempo e se manifestar como tensão na região do pescoço e dos ombros. 

O quadro identificado pela revisão científica em crianças e adolescentes, segundo o Dr. Breno, ajuda a explicar por que tantos adultos chegam ao consultório anos depois carregando um problema que começou cedo e nunca foi tratado."Muita gente cresce com a má oclusão e nunca teve acesso a um acompanhamento ortodôntico na infância ou na adolescência. 

O problema não desaparece com o tempo, ele se acomoda, e o corpo vai se ajustando a ele. Quando o paciente adulto finalmente procura tratamento, muitas vezes está lidando com décadas de compensação", afirma. Diante desse cenário, cresce a busca por tratamentos que corrijam a função sem exigir anos de aparelho visível, especialmente entre adultos que já têm rotina de trabalho consolidada e não querem lidar com as limitações estéticas de um tratamento tradicional. 

Segundo o Censo da Odontologia 2025, do Conselho Federal de Odontologia em parceria com a ABIMO, a procura de adultos por procedimentos odontológicos, incluindo os estéticos, está em alta significativa nos últimos anos. O Dr. Breno integra o desenvolvimento do Magic Wire, sistema fixo que dispensa brackets e é indicado, segundo ele, para a maior parte dos casos de má oclusão em pacientes adultos, incluindo aqueles que já tentaram outros métodos e desistiram no meio do caminho. "O fio fica posicionado no mesmo eixo do centro de resistência do dente, que é o local onde se aplica menor força e se tem maior resultado. Isso gera menos incômodo e permite que as manutenções sejam feitas a cada dois meses", detalha. 

O especialista reforça, porém, que o diagnóstico da má oclusão e a definição do tratamento precisam ser feitos por um profissional habilitado, já que os casos variam de intensidade e nem toda alteração exige o mesmo tipo de intervenção. Segundo ele, a avaliação individual é o que determina não apenas a técnica mais indicada, mas também o tempo estimado de tratamento e os cuidados necessários ao longo do processo. "É preciso avaliação individual. A mecânica aplicada sem capacitação adequada pode gerar movimentações indesejadas e comprometer a saúde periodontal em vez de corrigir o problema", alerta. 


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA O Dr. Breno Azevedo está disponível para entrevistas em TV, rádio, podcasts e veículos digitais e impressos. Assessoria de Imprensa: Headline Marketing & Press | (12) 98160-9848 – Vitor Hugo Fróes Fontes: SB Brasil (Ministério da Saúde); Censo da Odontologia 2025 (CFO/ABIMO); "Malocclusion in children and adolescents in the national epidemiological surveys of the SB Brasil Project 2003, 2010, and 2023: a scoping review", Revista Sociedade Científica, julho de 2026.



Comente aqui...

Postagem Anterior Próxima Postagem