Uma redução ainda maior foi registrada pelo Núcleo em relação aos crimes patrimoniais contra instituições bancárias com uso de explosivos. Em 2012 foram 30 e em 2011 contou-se 38, totalizando uma redução de 21,5% dessas ocorrências no Estado.
Para o assessor de Ações Estratégicas da Seds, tenente coronel Júlio César, a diminuição de roubos a bancos e explosões é resultado de ações multifatoriais, como a Operação Divisa Segura, que reúne órgãos de segurança de todos os estados do Nordeste; operações policiais realizadas em períodos de grande circulação de dinheiro; além de integração com o Fisco Estadual no trânsito de explosivos em solo paraibano, com o Sindicato dos Bancários e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
“Estamos abertos para contribuir com a gestão estadual no combate aos roubos e explosões contra instituições bancárias, criando políticas positivas, cobrando também dos bancos investimento em segurança em seus estabelecimentos e da Assembleia Legislativa e Câmaras de Vereadores mudanças nas leis”, ressaltou Marcos Henrique e Silva, presidente do Sindicato dos Bancários na Paraíba. Segundo ele, os bancos empregam apenas 5% do que arrecadam em políticas de segurança.
Em 2013, segundo o tenente coronel Júlio César, a fim de reduzir novamente a ocorrência desse tipo de crime, a Secretaria da Segurança ainda visa estreitar relações com os gestores municipais e orientá-los para que, no caso de concessão de alvarás para postos de instituições bancárias, seja feito também um impacto de segurança pública. “Não adianta que os bancos apenas ofereçam o serviço à população. Têm que fazer isso com qualidade e segurança, preservando não só a integridade patrimonial, mas também a física dos cidadãos”, frisou.
RADIALISTA SEBASTIÃO BARBOSA
COM SECOM-PB
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